Amazonas acelera entregas de casas próprias e aquece mercado de trabalho no estado

Mais de 30 mil famílias foram atendidas por programas habitacionais no Estado, que já geraram quase 80 mil empregos

Amazonas acelera entregas de casas próprias e aquece mercado de trabalho no estado Fotos: Divulgação / Secom-AM Notícia do dia 14/04/2026

A política habitacional no Amazonas ganhou projeção nos últimos anos ao concentrar ações voltadas à redução do déficit habitacional e à geração de quase 80 mil postos de trabalho, resultado direto dos programas de acesso à moradia e das iniciativas voltadas à realização do sonho da casa própria. Esse movimento começou a ganhar forma durante a gestão do ex-governador Wilson Lima, presidente estadual da Federação União Progressista, quando diferentes programas passaram a ser reunidos dentro de uma mesma lógica de atuação.

 

A execução técnica ficou concentrada na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) e na Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), sob condução, até final de março, do engenheiro civil Marcellus Campêlo, responsável por estruturar e executar os projetos ao longo de mais de sete anos. Segundo vice-presidente estadual do União Brasil, Campêlo se desincompatibilizou do cargo para colocar o nome à disposição do partido, como pré-candidato a deputado estadual.

 

A concepção e a implementação dessa política pública, à época conduzida por eles, reorganizou a forma de tratar a moradia no estado e segue em continuidade, sob a condução do governador interino Roberto Cidade (União). “Nosso compromisso é dar sequência a essa política de moradia, garantindo que as obras avancem e que mais famílias tenham acesso à casa própria. É um trabalho que não pode parar”, observa Roberto Cidade.

 

A proposta foi ampliar o alcance da política habitacional, conectando a entrega de moradias a obras de saneamento, mobilidade e regularização fundiária. “Habitação é um ponto de partida para reorganizar o Estado. Quando oferecemos moradia digna, levamos junto infraestrutura, segurança jurídica e qualidade de vida”, afirma Wilson Lima, ao defender o modelo adotado durante seu governo, de 2019 a 2026.

 

Marcellus Campêlo destaca que essa mudança de abordagem foi decisiva para dar escala aos projetos. “A gente passou a tratar moradia como algo que precisa estar inserido na cidade, com acesso a serviços, infraestrutura e condições reais de qualidade de vida. Não é só entregar casa, é garantir que aquela família tenha um lugar adequado para viver”, afirmou.

 

A partir dessa diretriz, o governo reuniu iniciativas já existentes e lançou, em 2023, o programa Amazonas Meu Lar, que passou a concentrar as ações voltadas à habitação. O Amazonas Meu Lar também incorporou, na parte habitacional, projetos como o Programa Social e Ambiental de Manaus e Interior (Prosamin+), na capital, e de Saneamento Integrado (Prosai), no interior, ampliando o alcance das intervenções.

 

Os números ajudam a dimensionar o impacto. Até março de 2026, mais de 31 mil famílias haviam sido atendidas em todo o estado. Desse total, quase 22 mil receberam títulos definitivos de seus imóveis, enquanto outras 9,2 mil foram beneficiadas com soluções de moradia, incluindo unidades habitacionais, indenizações e subsídios para aquisição da casa própria.

 

Na prática, no caso do Prosamin+, isso significa que famílias deixaram áreas consideradas de risco, como margens de igarapés e regiões sujeitas a alagamentos, para viver em moradias com infraestrutura e acesso a serviços públicos. Em Manaus, o programa prevê o reassentamento de 2,5 mil famílias, sendo 1.735 já retiradas dessas áreas. Além dessas, mais 1,3 mil famílias foram reassentadas da zona sul, na área de construção da ligação viária Silves-Maués.

 

GERAÇÃO DE EMPREGOS - Outro efeito direto da política habitacional aparece na economia. Com frentes de trabalho distribuídas em diferentes regiões, os projetos movimentam o setor da construção civil e uma cadeia de serviços associada às intervenções urbanas, ampliando a circulação de renda e fortalecendo a economia local. Somados, os principais programas do estado voltados à habitação já respondem pela geração de quase 80 mil postos de trabalho.

 

Os projetos seguem em andamento, sob a condução do governador interino Roberto Cidade, garantindo o avanço das entregas já previstas e a execução dos empreendimentos em curso.

 

Para o ex-governador Wilson Lima, o alcance da política habitacional vai além dos números e se reflete diretamente na transformação das cidades e da vida da população. “Não é só sobre entregar casas. É sobre mudar a realidade de quem vivia em áreas precárias e hoje tem moradia, endereço e acesso a serviços básicos. Isso já aparece na vida das famílias e na própria cidade”, enfatiza.