Foto: Andy Wong-Pool/Getty Imgaes
Notícia do dia 04/01/2026
O Ministério das Relações Exteriores da China instou, neste domingo (4/1), os Estados Unidos a libertarem o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, após ele ter sido capturado por soldados norte-americanos em Caracas. O pedido ocorre um dia depois de a Rússia solicitar a libertação do presidente venezuelano e da esposa, Cilia Flores.
O casal foi capturado e levado para fora do país por forças dos Estados Unidos, segundo confirmou o presidente norte-americano, Donald Trump, nesse sábado (3/1).
“A China insta os EUA a garantirem a segurança pessoal do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, a libertá-los imediatamente, a cessarem a tentativa de derrubar o governo da Venezuela e a resolverem as questões por meio do diálogo e da negociação”, divulgou o ministério.
Captura
Os Estados Unidos atacaram, nesse sábado (3/1), diversas regiões da Venezuela.
O presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou a captura do presidente Nicolás Maduro e da esposa dela, Cilia Flores.
Maduro passou a ser o principal alvo das ameaças de Trump. Isso porque o presidente da Venezuela é apontado como chefe do Cartel de los Soles — grupo recentemente classificado pelos EUA como organização terrorista internacional.
Ainda segundo o órgão, a “ação dos EUA viola claramente o direito internacional, as normas básicas das relações internacionais e os propósitos e princípios da Carta da ONU”.
Maduro seguirá preso enquanto aguarda julgamento pelos crimes de narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. A acusação prevê pena mínima de 20 anos de prisão, podendo chegar à prisão perpétua, conforme denúncia apresentada em Nova York.
Ele passou a madrugada de domingo no Centro de Detenção Metropolitano (MDC), no Brooklyn, conhecido como a “prisão dos famosos”, que abriga mais de 1,3 mil detentos.
O MDC é um lugar constantemente descrito como “precário”, “violento” e “um inferno na Terra”.
Quarenta mortos
A operação dos Estados Unidos contra a Venezuela resultou na morte de 40 pessoas, segundo informou o The New York Times.
De acordo com o jornal, um alto funcionário do governo da Venezuela confirmou o número e indicou que entre as vítimas há civis e soldados.
Por Giovanna Péroca - Metrópoles