Deputada Estadual Brena Dianná solicita mutirão itinerante para ampliar atendimento às mulheres ribeirinhas do Amazonas

Deputada Estadual Brena Dianná solicita mutirão itinerante para ampliar atendimento às mulheres ribeirinhas do Amazonas Foto: Divulgação Notícia do dia 13/10/2026

As dificuldades enfrentadas pelas mulheres que vivem em comunidades ribeirinhas e rurais do Amazonas para acessar serviços especializados de saúde motivaram a deputada estadual Brena Dianná (UB) a apresentar um requerimento na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), solicitando ao Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) e da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (FCECON), a realização imediata de Mutirões Itinerantes de Saúde da Mulher Ribeirinha nos municípios do interior.

 

A proposta busca levar atendimento médico especializado diretamente às comunidades mais isoladas, garantindo acesso a exames preventivos, consultas pré-natais, ultrassonografias, mamografias e testes rápidos para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

 

A iniciativa surge diante da realidade enfrentada por milhares de mulheres amazonenses que dependem do transporte fluvial para chegar aos centros urbanos e, muitas vezes, acabam adiando consultas e exames devido às grandes distâncias e aos elevados custos de deslocamento. 

 

"Além de ampliar o acesso aos serviços básicos de saúde, a medida pretende promover a prevenção a partir do diagnóstico precoce de doenças que figuram entre as principais causas de mortalidade feminina. Em muitas localidades do interior, o deslocamento até Manaus ou aos polos regionais pode levar horas ou até dias de viagem pelos rios amazônicos, tornando o acompanhamento médico um desafio permanente para mulheres gestantes, idosas e pacientes que necessitam de acompanhamento contínuo", afirmou Brena Dianná. 

 

Agravamento de cânceres


Na justificativa do requerimento, a deputada destaca que a falta de acesso regular aos serviços de saúde tem contribuído para diagnósticos tardios de doenças graves, especialmente os cânceres de mama e do colo do útero, além de comprometer o acompanhamento adequado da saúde materna.  “A longa distância dos centros urbanos, aliada aos custos elevados de deslocamento por via fluvial, resulta no diagnóstico tardio do câncer do colo do útero e de mama, além de fragilizar o acompanhamento pré-natal das gestantes rurais”, enfatizou Brena Dianná.

 

O requerimento está alinhado ao programa Saúde Integral, previsto no Plano Plurianual (PPA) 2024-2027, que estabelece o fortalecimento da Atenção Primária em áreas rurais e a descentralização dos exames de média complexidade. De acordo com o documento, os mutirões deverão oferecer uma série de serviços essenciais para a saúde da mulher, incluindo mamografias para rastreamento do câncer de mama, exames preventivos do colo do útero (Papanicolau), consultas de pré-natal de baixo e alto risco, exames laboratoriais, ultrassonografias obstétricas e testes rápidos para ISTs, HIV e sífilis. 

A proposta também prevê o encaminhamento ágil das pacientes que apresentarem alterações nos exames para unidades de referência do estado, garantindo continuidade no tratamento e acompanhamento especializado.

 

"Nossa intenção é que os mutirões permitam identificar precocemente casos suspeitos de câncer, infecções sexualmente transmissíveis e complicações gestacionais, possibilitando intervenções médicas mais rápidas e aumentando as chances de sucesso nos tratamentos. Além disso, a presença das equipes multiprofissionais nas comunidades deve contribuir para ações de orientação, conscientização e educação voltadas à população feminina”, prospectou.

 

Trâmite

Protocolado em 13 de outubro de 2026, o requerimento solicita ainda que a SES-AM e a FCECON informem oficialmente ao gabinete da deputada as providências adotadas em relação à demanda. A expectativa é que a iniciativa fortaleça a rede pública de saúde e amplie o acesso das mulheres ribeirinhas aos serviços preventivos e especializados, contribuindo para a redução das desigualdades no atendimento à população do interior do Amazonas e garantindo mais qualidade de vida para milhares de famílias que vivem nas comunidades mais distantes do estado.