Eduardo Paixão do Boi Campineiro, que disputou o Festival contra o Garantido em 78 e 82, morre aos 70 anos

Até a década de 80 o Campineiro era da elite do Festival de Parintins e disputava contra Caprichoso e Garantido nas ruas

Eduardo Paixão do Boi Campineiro, que disputou o Festival contra o Garantido em 78 e 82, morre aos 70 anos foto Livro do Jornalista Jonas Santos Notícia do dia 28/12/2020

Eduardo Paixão de Souza, último presidente do Boi Campineiro, da Comunidade do Aninga, morreu aos 70 anos, no domingo dia 27 de dezembro, de causas não divulgadas. O Campineiro é o terceiro Boi de Parintins. Disputou contra o Garantido o Festival Folclórico de 1978 e 1982. Nesses dois anos, os responsáveis pelo Boi Caprichoso, recusaram disputar. Os torcedores do Garantido, claro, até hoje avacalham que o Azul e Branco “correu”da disputa. 

 

O boi Campineiro é cinza, tem um sol na testa, e suas cores tradicionais são verde e amarelo, adotando também o branco para realçar as apresentações. 

 

Eduardo Paixão no único livro que conta a história do Campineiro entitulado “ “Boi Campineiro, A história do Festival de Parintins que não foi contada” de autoria do jornalista Jonas Santos é uma das principais fontes. 

Eduardo foi desportista, seminarista, exerceu cargos públicos em Terra Santa, ajudou na reorganização do boi Campineiro e na comunidade do Aninga foi tesoureiro, coordenador de 2012 a 2014 e responsável do SAAE

“ O atual presidente da agremiação, Eduardo Paixão de Souza, 62, afirma que o seu boi-bumbá é o mais velho de Parintins e que seu ano de criação é datado de 1890, na comunidade do Aninga. Ele diz ainda que seu pai, Emídio Souza, com 18 anos à época, iniciou o folguedo. Foi a família Andrade, aqui da comunidade, que colocou a brincadeira (em 1890) e o meu pai fundou o boi em 1913”, escreveu Jonas no livro que foi lançado em 2013, quando ocorreu a comemoração do centenário de Caprichoso e Garantido. Na conta de Eduardo, o Campineiro completa em 2013 seus 123 anos.

Outro personagem relatado pelo jornalista Jonas Santos é  o “dono do Campineiro, Carlos Leocádio da Silva, o “Camoca”, 63 anos, conta outra versão para o surgimento do folguedo. Ele não sabe precisar a data, mas credita que a fundação do Campineiro tem alternância entre os anos 1913 a 1915. “O Campineiro só é um pou- quinho mais novo que o Caprichoso. Tem quase a mesma idade”, afir- mou. Camoca foi quem comandou o Campineiro a partir do ano de 1980 e ficou por cerca de dez anos à frente da agremiação.  Ele também difere da argumentação de que o pai de Eduardo Paixão é o criador do boi do Aninga. Leocádio diz o que verdadeiro fundador do Campineiro é o pai dele, Leovino Leocádio da Costa. “Foi meu pai o fundador, mas antes de passar para a minha responsabilidade o boi ficou com o seu Emídio Calota, lá mesmo na comunidade do Aninga”, assegura o escritor. 

A Diretoria de Santa Teresinha do Aninga emitiu nota de pesar pela morte do ilustre morador Eduardo Paixão. 

NOTA DE PESAR DA COMUNIDADE 

É com pesar que ao anoitecer do dia de ontem, 27, aos 70 anos, recebemos a triste notícia do falecimento do nosso ilustre comunitário Eduardo Paixão de Souza, que agora na comunhão dos santos e junto a sua esposa descansa na eternidade.

A comunidade do Aninga se solidariza com a família, parentes e amigos, na certeza de que a "morte é o abraço do Senhor a ser vivido com esperança", segundo Papa Francisco, como uma passagem para a nova vida e de encontro com o Deus-Pai, servindo como um grande consolo para os dias que virão. Assim, deixando também que as coisas douradas roubem a saudade que no peito aperta.

Eduardo foi desportista, seminarista, exerceu cargos públicos em Terra Santa, ajudou na reorganização do boi Campineiro e na comunidade foi tesoureiro, coordenador desta de 2012 a 2014 e responsável do SAAE. Desta forma, a comunidade agradece pela grande contribuição e reza com grande fé pela nova vida do nosso comunitário.

 

Dai-lhe, Senhor, o repouso eterno e que brilhe à ele a Sua luz.

 

Descanse em paz, Edu!

 

#Aninga #Luto

 

 

Texto: Hudson Lima

Edição: Mayara Carneiro

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#hudsonlimakoiote

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