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Notícia do dia 11/02/2026
A Escola Estadual Senador João Bosco, em Parintins, alcançou um feito histórico ao conquistar o 1º lugar no Brasil, na Região Norte e no Amazonas na Olimpíada Brasileira de Relações Étnico-Raciais, Afro-Brasileiras, Africanas e Indígenas (OBERERI). A equipe Tupinambutu destacou-se com desempenho impecável, alcançando nota 100 em todas as fases da competição, dividindo a liderança nacional apenas com uma equipe do estado da Bahia.
A equipe vencedora é composta pelos estudantes Clara Juliana Nascimento da Silva, do 2º ano 1; Rosa Maria Matos Monte Verde, do 1º ano 2; Manuela Maria Ferreira Rendeiro, do 2º ano 2; Enzo Gabriel de Oliveira Cruz, do 1º ano 1 ; e Letícia Filgueira de Araújo, do 1º ano 1.
Sob a orientação da professora Cristiana Butel, os alunos desenvolveram textos dissertativos sobre povos tradicionais, realizaram avaliações técnicas sobre as Leis 10.639/03 e 11.645/08 — que tornam obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena — e produziram podcasts abordando práticas antirracistas.
A professora destaca a importância da olimpíada para a formação crítica dos estudantes. “É com muito orgulho que celebramos uma conquista histórica para a educação de Parintins. A Equipe Tupinambutu, da Escola Estadual Senador João Bosco, alcançou o 1º lugar nacional na Olimpíada Brasileira de Relações Étnico-Raciais (OBERERI), conquistando a nota 100 em todas as fases. A olimpíada exige reflexão sobre a sociedade e sobre a história e cultura afro-brasileira.”
Além da equipe campeã, outras quatro equipes orientadas por Cristiana Butel — Arandunã, Puxirum, Feras de Parintins e Iandé Maraê — também obtiveram excelentes resultados, fortalecendo o protagonismo estudantil e ampliando o debate sobre equidade racial no ambiente escolar.
Como reconhecimento, os estudantes da equipe Tupinambutu receberão medalhas, certificados e uma bolsa mensal de R$ 300,00 durante 10 meses. A professora orientadora também será homenageada com Menção Honrosa.
A Escola Estadual Senador João Bosco conquista, pelo segundo ano consecutivo, o Selo de Escola Antirracista, certificação que reconhece instituições comprometidas com a promoção ativa da educação para as relações étnico-raciais.
Texto: Kássia Muniz