Lula, em março de 2021 Foto: MIGUEL SCHINCARIOL / AFP
Notícia do dia 23/09/2021
RIO — O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) permanece na liderança da corrida pelo Planalto nas eleições de 2022, com 48% das intenções de voto, 25 pontos percentuais a mais que o segundo colocado, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que tem 23% das intenções de voto segundo a pesquisa Ipec. Em votos válidos, o resultado significa que o petista venceria em primeiro turno.
O pedetista Ciro Gomes (PDT), que deve disputar a quarta eleição presidencial, oscilou positivamente de 7% para 8% das intenções de voto. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), aparece em terceiro lugar com 3%, dois pontos percentuais a menos do que no levantamento realizado em junho. João Doria foi o único tucano incluído na pesquisa.
As prévias do PSDB começaram oficialmente nesta segunda-feira e ainda vão indicar oficialmente o candidato do partido que vai disputar a Presidência da República. Ao todo, quatro candidatos fizeram a inscrição no processo interno: Doria, Leite, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) e o ex-senador e ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio (PSDB-AM). As campanhas dos dois últimos até agora, porém, se restringem a movimentos internos e eles têm sinalizado simpatia a Leite.
A pesquisa Ipec ainda mostra que o ex-ministro da Saúde na gestão Bolsonaro Luiz Henrique Mandetta (DEM) permanece com 3% das citações, enquanto brancos ou nulo somam 10%, mesmo índice apresentado na pesquisa anterior. Os que não sabem ou não responderam eram 3% e agora somam 4%.
Em outro cenário proposto pela pesquisa, desta vez com mais candidatos apresentados aos entrevistados, o ex-presidente Lula aparece com 45% das intenções de voto, enquanto Jair Bolsonaro foi indicado por 22% dos entrevistados. Neste cenário, Lula estaria no limite da margem de erro para vencer já no 1º turno se as eleições fossem hoje.

Ciro Gomes recebeu 6% das intenções de voto, seguido pelo ex-juiz Sergio Moro, com 5%. O apresentador de televisão José Luiz Datena, postulante pelo PSL, foi apontado por 3% dos entrevistados, e João Doria por 2%.
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