Foto: Nathalie Brasil
Notícia do dia 28/10/2026
Após novas denúncias de falta de merenda no CETI Deputado Gláucio Gonçalves, em Parintins, e o protesto realizado por estudantes para cobrar a regularização da alimentação escolar, a deputada estadual Mayra Dias (PSD) voltou a cobrar providências do Governo do Amazonas. Na tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), nesta quarta-feira (28/10), a parlamentar reforçou cobranças que já vem fazendo desde fevereiro e pediu soluções urgentes para o problema.
“Quando um aluno precisa protestar para ter garantida a sua alimentação, é porque realmente a situação exige uma resposta urgente”, afirmou Mayra, ao ressaltar que cobra soluções desde fevereiro. A deputada informou que apresentou novo requerimento solicitando esclarecimentos, a regularização das refeições em até 48 horas e um cronograma para quitar possíveis valores em atraso.
A parlamentar também questionou os pagamentos referentes ao contrato com a empresa BMS, estimado em R$ 45,48 milhões. Segundo consulta ao Portal da Transparência mencionada no requerimento, o último pagamento identificado foi de R$ 433 mil, em agosto, referente aos serviços de abril. Não foram localizados registros de pagamentos entre maio e outubro. Mayra lembrou que relatos de falta de merenda também foram registrados em Manaus, Humaitá, Presidente Figueiredo e Manicoré.
“Estamos falando de uma escola de tempo integral, onde os alunos passam a maior parte do dia. Eles precisam de alimentação adequada para aprender. Merenda escolar não é favor, é direito”, enfatizou a deputada.
Além da alimentação escolar, Mayra alertou, ainda, para o risco de suspensão do plano de saúde dos profissionais da educação. Notificação enviada pela empresa Hapvida à Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc), no dia 23/10, aponta quatro mensalidades atrasadas, de junho a setembro, que somam R$ 30,34 milhões. A operadora afirma que três acordos de pagamento não foram cumpridos e alerta para o risco de interrupção dos atendimentos médicos.
“Meu papel é fiscalizar e defender os direitos da população. Precisamos de respostas e providências urgentes para garantir a alimentação digna dos estudantes e a assistência à saúde dos profissionais da educação”, concluiu Mayra.