Notícia do dia 03/09/2026
Parintins vai marcar presença em um dos maiores eventos do mercado editorial do Brasil e da América Latina. A cidade será representada na Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2026, que acontece de 4 a 13 de setembro, no Anhembi, na capital paulista, reunindo autores, editores, fazedores de cultura e milhares de leitores.
Já no primeiro dia da programação, a Editora da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) promove, no estande da Associação Brasileira de Editoras Universitárias (ABEU), o lançamento de quatro obras do professor da UEA Diego Omar e de seus colaboradores.
Entre os lançamentos está “Caprichoso: o livro dos rituais”, organizado por Diego Omar, Roberto Sena, Thayron Rangel e Geovane Bastos. A obra reúne registros e reflexões sobre os rituais ligados ao Boi-Bumbá Caprichoso, contribuindo para a documentação e preservação de uma das principais manifestações culturais da Amazônia.

Também serão apresentados “Colorindo Parintins: subsídios para Educação Patrimonial”, de Diego Omar, Eliseu Souza e Alcifran Martins; e a história em quadrinhos “Viva Parintins: uma cidade, seus tempos e suas gentes”, assinada por Diego Omar, Alcifran Martins, Joneuber Vasconcelos e Kedson Oliveira.
Completa a programação de lançamentos o livro “Breve História do Indigenismo Religioso no Brasil”, de Diego Omar, publicado em parceria com a editora Autografia.
Para o professor Diego Omar, a presença das obras na Bienal representa uma oportunidade de ampliar o alcance do conhecimento produzido sobre Parintins e aproximar a produção acadêmica da sociedade.

“Em especial, as obras que tratam mais diretamente de Parintins são fruto de um esforço coletivo, empreendido dentro e fora da universidade, para intensificar o diálogo com a sociedade sobre história local, patrimônio, preservação e salvaguarda”, destaca.
Segundo o professor, a receptividade do público de outras regiões quando o assunto é Parintins demonstra a importância de fazer com que esse conhecimento ultrapasse as fronteiras do Amazonas.
“No país todo, a recepção é sempre ótima quando falamos de Parintins. Então é preciso fazer com que esses materiais circulem. Da mesma forma, é importante que eles cheguem às escolas, às mãos dos professores e dos estudantes locais”, afirma.

Diego Omar também ressalta que a difusão desse conteúdo é uma forma de fortalecer a identidade cultural e garantir que as novas gerações tenham acesso à história e ao patrimônio construídos ao longo do tempo.
As publicações foram viabilizadas por meio de fomentos obtidos junto à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM) e outros órgãos públicos e privados, por meio de iniciativas vinculadas ao Centro de Documentação e Memória do Boi-Bumbá Caprichoso (CEDEM Caprichoso) e ao Laboratório de Estudos das Festas, Folclore e Tradições (LABFEST-UEA).
Após a participação na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, as obras também devem ser lançadas em Manaus e Parintins, ampliando o acesso da população amazonense às publicações que registram aspectos da história, da cultura, do patrimônio e das tradições do município.
A participação na Bienal coloca, assim, Parintins no circuito nacional do livro e reforça a importância da produção acadêmica e cultural amazônica na preservação e difusão da memória regional.