Fotos: Pedro Coelho
Notícia do dia 01/10/2026
Da Redação - Prefeitos do interior do Amazonas aumentaram a cobrança ao governador Roberto Cidade (União Brasil) pela liberação da segunda parcela dos recursos do Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas (FTI) destinados à saúde. Entre os gestores que aderiram à mobilização está o prefeito de Parintins, Mateus Assayag (PSD).
A cobrança ocorre após uma série de tratativas entre os municípios e o Governo do Amazonas. No dia 25 de setembro, a Associação Amazonense de Municípios (AAM) reuniu representantes de 32 municípios para discutir, entre outros assuntos, os repasses estaduais e o financiamento da saúde. Na ocasião, a entidade informou que continuaria cobrando um cronograma para os recursos pendentes. (AAM)
Mateus Assayag afirmou que os prefeitos decidiram unir forças diante da demora na liberação da segunda parcela.
“Nós estamos somando força junto com todos os prefeitos e prefeitas do Estado do Amazonas para que a gente possa receber a parcela do FTI, que está atrasada desde agosto”, declarou o prefeito numa coletiva de imprensa, na frente do Hospital Regional Jofre Cohen, na tarde de quinta-feira, dia 1º de outubro.
Segundo o prefeito, houve diálogo com o Estado antes da mobilização.
“Não faltou diálogo com a Secretaria de Saúde, com o Governo do Estado, por parte da Associação dos Municípios do Amazonas, até que realmente, infelizmente, tem que se chegar a esse ponto de que a gente possa somar forças para ter acesso à segunda parcela do FTI”, afirmou Assayag.

PARINTINS AGUARDA CERCA DE R$ 2,7 MILHÕES
De acordo com Mateus Assayag, somente Parintins aguarda aproximadamente R$ 2,7 milhões referentes à segunda parcela. O prefeito destacou que o dinheiro é destinado ao funcionamento e fortalecimento da saúde municipal.
“Nós estamos desde agosto aguardando a segunda parcela, no montante de algo em torno de R$ 2,7 milhões, que é justamente para fazer manutenção do sistema de saúde dos municípios, para fazer investimentos no custeio da máquina de saúde dos municípios e também fazer investimentos novos”, explicou.
O Decreto Estadual nº 54.239, de 26 de maio de 2026, estabeleceu que os recursos do FTI destinados à saúde dos 61 municípios do interior seriam transferidos fundo a fundo em três parcelas durante o ano. O decreto determina ainda que o dinheiro seja utilizado exclusivamente no financiamento de ações e serviços públicos de saúde. Parintins aparece na norma entre os municípios considerados referências regionais de atendimento. (Legisla.AM)
R$ 160 MILHÕES PREVISTOS PARA 2026
Para 2026, foram previstos R$ 160 milhões do FTI para a saúde dos municípios do interior. A primeira parcela, de R$ 53,3 milhões, foi anunciada no final de maio pelo próprio governador Roberto Cidade e posteriormente transferida às prefeituras. (AAM)
Agora, a cobrança dos gestores é pela continuidade do cronograma.
Mateus Assayag ressaltou que a demora afeta diretamente municípios que enfrentam grandes dificuldades logísticas, situação que se agrava durante a estiagem no Amazonas.
“Esse é um recurso que é de direito dos municípios e que, sem dúvida nenhuma, tem uma importância significativa no desenvolvimento da saúde, na prestação de serviço de saúde para todos os municípios do interior do Estado, principalmente nesse período de forte estiagem, onde as distâncias geográficas aumentam muito mais. E as dificuldades, consequentemente, também”, declarou.
PRAZOS TERIAM SIDO ADIADOS
Segundo o prefeito de Parintins, a expectativa inicial era receber a segunda parcela até o final de agosto. Com o início de setembro e sem a transferência, os municípios, por meio da AAM, continuaram negociando com o Governo do Estado.
“Nós tivemos várias reuniões com a Associação dos Municípios onde estava sendo tratada essa questão, e foi dado um prazo. O prazo originalmente era até final de agosto. Entrou setembro, a Associação dos Municípios iniciou essa tratativa com o Governo do Estado, com a Secretaria de Saúde, e o prazo foi dilatado por vários momentos”, relatou Assayag.
A afirmação encontra respaldo, quanto à existência da cobrança coletiva, nas informações divulgadas pela própria AAM. Após a reunião de 25 de setembro, a associação informou que continuaria cobrando um cronograma dos repasses e que, caso não houvesse solução, os municípios poderiam realizar uma mobilização conjunta. (AAM)
Para Mateus Assayag, a liberação do recurso é necessária para que Parintins e os demais municípios possam manter os serviços e ampliar os investimentos na área.
O prefeito defende que o repasse seja efetivado para que as administrações municipais tenham condições de oferecer “serviço de saúde com mais qualidade e quantidade para toda a população de cada município do Estado do Amazonas”.
Texto: Hudson Lima