Notícia do dia 24/08/2020
Auto denominado “Movimento de Bares, Auxiliares de de barman, barista, chefe de biroscas, garçom, juntadores de latinhas e vendedores ambulantes de cerveja, além de cantores e músicos” que atuam direta e indiretamente com a comercialização de bebidas e refrigerantes e festas na cidade, questiona a decisão do Comitê de Enfrentamento do Coronavírus de Parintins, de proibir a comercialização de qualquer tipo de bebida alcoólica no recinto dos estabelecimentos. Liberar apenas no sistema de venda Delivery, ou seja de entrega a domicilio.
Segundo Pedro Alemão da “Confraria do Alemão”, na Avenida Amazonas, um grupo com dezenas de pessoas que atuam na noite diretamente com bares foi criado no whatsApp e vão manifesta-se em ato neste terça-feira, dia 25 de Agosto, próximo ao Bumbodromo.
Diz Alemão o movimento é apartidário e não questiona o toque de recolher decidido pelo Comitê de Coronavírus, mas sim a penalização apenas para os bares e a forma que foi comunicado em cima do final de semana. Todo mundo já tinha programado venda e antecipado pedido e ficou no prejuízo. Enquanto Igrejas, Casas de Orações, Praças, Festa de Casamentos, Restaurantes estão lotados e o vírus COVID-19 circulando. Para ele todos deveriam seguir o toque de recolher, todos.
“Trabalhadores diretos e indiretos e Donos de Bares !!! Amanhã às 9 hs da Manhã nosso protesto pacífico pra que a Sociedade e autoridades possam ouvir nosso clamor! Queremos trabalhar! Aos amigos e população que concorda que estamos sendo Injustiçados por favor nos deem essa Força!! Queremos trabalhar!!! Somos pais de Família!!!Por Favor amigos Compartilhem nos ajudem!” diz a nota convite.
A micro empresária Silvia Batalha, que aluga ponto comercial para gerir o “Canoeiros Bar”’ na frente da Cidade, disse ter sido pega de surpresa com a decisão do comitê . “Concordo com a decisão do Ministério Público, mas eu procuro manter todas as regras de higiene, inclusive a fiscalização passa todo tempo aqui. Agora não concordo que o decreto foi baixado em cima da hora. Não foi avisado. Temos prejuízos altos. Pagamos boleto, trabalho com bar e restaurante. Tinha pedido cerveja e agora está tudo parado. Quem vai pagar o prejuízo? Fazemos o pedido na sexta-feira. Deveria ser avisado, gente vai fechar na segunda-feira. Teríamos algum tempo. Se é pra fechar que tudo fique fechado e não apenas os bares e em cima da hora”, comentou Batalha, que além de pagar aluguel ainda tem cinco auxiliares no local que dependem da renda.
Pedido do MPE E DPEAM foi aprovado no Comitê com provas de descumprimento da LEI
Embasados nas respostas de ofício enviado a SEMSA e Vigilância Sanitária de Parintins, dados do Hospital Padre Colombo o Ministério Público através das promotoras Marina Campos Maciel e Eliana Leite Guedes do Amaral e dos Defensores Públicos Luiz Gustavo do Nascimento Cardoso e a Defensora Gabriela Ferreira Gonçalves pediram a diminuição do toque de recolher a partir das 20h, o fechamento de bares, boates e conveniencias para bebida, proibição de deslocamento para a praia.
Durante a reunião a Defensoria Pública e Ministério Público, apresentaram imagens de festas realizadas no Empório Victória, no Centro; Bar Conveniencia do Japa e Forró Cabanas, na Praça dos Bois Lado do Garantido e demais imagens que estava circulando em grupos de whatsApps. Também aglomeração nas outras praças e bares nos bairros periféricos, com lotação visível e sem cuidados com proliferação do coronavírus.
Em duas semanas de liberação dados apresentados pelos diretores clínicos dos hospitais Padre Colombo e Jofre Cohen, indicaram o crescimento da entrada de vítimas de acidentes de trânsito ocasionados pelo consumo de bebida alcoólica.
Dessa forma os jovens podem está saindo de casa a noite, fazendo circular o vírus e na volta pra casa contaminam mais os idosos e demais parentes nas residências. Pela falta de distanciamento social e máscaras na hora de consumir bebida alcoolica.
O elevado número de pessoas embriagadas provocando acidentes de trânsito nas rias e feridos de traumatismo dando entrada no Hospital foi outro ponto forte para a decisão tomada.
A prefeitura de Parintins, através do Prefeito Bi Garcai (DEM), defendeu a permanência da flexibilização, levantando a questão de que agora a cidade podia ter atingido a chamada 'imunidade coletiva' ou 'imunidade de rebanho'. Que acontece quando uma certa porcentagem da população é contaminada e, assim, ganha imunidade. Pois os casos de mortes caíram muito e os teste rápidos estão sendo monitorado. Mas a tese foi voto vencido, pois não tem nenhum estudo sobre o caso ainda em Parintins. O que poderá ser feito.
Na votação ficou o toque de recolher entre 22h até 5h e o fechamento de bares e outros estabelecimentos que vendem bebida. Apenas a questão da saída de praia ficou liberado. O Comitê reiterou que o compromisso maior é com a defesa da vida e para isso medidas devem ser tomadas. Pois o sistema de saúde de Parintins mesmo com precauções de equipamento e profissionais de saúde, não comporta um surto grande. Mais de 100 pessoas já morreram de coronavírus em Parintins.
A medida vale para os próximos 15 dias, até a próxima reunião do Comitê.
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