Azul e Branco propõe 36 jurados para o Festival
Notícia do dia 23/04/2026
O presidente do Boi Caprichoso, Rossy Amoedo, reagiu de forma contundente às críticas feitas por integrantes do Boi Garantido sobre as propostas de mudança no sistema de escolha dos jurados para o Festival de Parintins 2026. As declarações foram dadas na quinta-feira, 23 de abril, ao site ParintinsAmazonas.
Segundo Rossy, o debate tem sido desviado do campo técnico e transformado em ataques pessoais.
“O que está acontecendo é uma pirotecnia. O Garantido tenta criar uma cortina de fumaça, colocando pessoas como alvo, quando essa não é a discussão técnica sobre jurados e julgamento.”
O presidente do Caprichoso afirmou que o foco deveria estar na modernização do modelo de avaliação e não em relações pessoais, destacando que vínculos existem em ambos os bois.
“A Ana Paula Perrone, por exemplo, do Garantido, é amiguíssima do Jayder Soares, que tem mais influência do que eu em qualquer questão. Ele é presidente de honra da Grande Rio. E nós do Caprichoso poderíamos colocar muitos exemplos de pessoas. Essa não é a discussão.”

Rossy também comentou a presença de nomes ligados ao carnaval no Festival de Parintins, citando que o presidente da LIESA, Gabriel David, já esteve no evento, inclusive em espaços ligados ao Garantido, e posteriormente se reuniu com artistas dos dois bois.
Ao defender o novo formato, Rossy explicou que a proposta prevê o aumento no número de jurados, passando para 12 por noite, totalizando 36 durante o festival. A medida inclui ainda a criação de um banco de dados com cerca de 400 nomes qualificados.
“A proposta é clara: serão 12 jurados por noite, 36 no total. Isso traz transparência. Não existe relação com jurado. Eles chegam, julgam e saem, sem tempo de criar vínculo com boi nenhum.”

Rossy também fez críticas diretas ao posicionamento do Garantido, afirmando que há resistência interna por interesses ligados ao modelo atual e citando a atuação de pessoas que fariam lobby fora de Parintins.
“Tem membro do Garantido que faz o serviço de lobby no Brasil e não está satisfeito com isso. Se mudar o formato, ele fica sem ter como ir atrás de jurado para manipular o festival e fica desempregado.”
O presidente do Caprichoso destacou ainda que a Comissão Julgadora, formada com participação do Governo do Amazonas e da Prefeitura de Parintins, possui autonomia para deliberar sobre o processo, conforme o estatuto do festival.
“O regulamento não será mudado na sua forma de julgamento. A comissão tem autonomia. O que está sendo feito é um avanço para dar mais transparência e acabar com problemas que vêm acontecendo ao longo dos anos.”
Para Rossy Amoedo, o novo modelo representa um passo importante para fortalecer a credibilidade do Festival de Parintins, reduzindo qualquer possibilidade de influência externa e garantindo um julgamento mais técnico e independente.
Texto: Hudson Lima
(92) 991542015