Carnaval 2026: UEA e Ministério Público do Amazonas analisam acessibilidade em grandes eventos por meio do projeto CheckAcesso

Mapeamento visa garantir mudanças para promover maior presença de pessoas com deficiências em eventos

Carnaval 2026: UEA e Ministério Público do Amazonas analisam acessibilidade em grandes eventos por meio do projeto CheckAcesso Fotos: Divulgação Notícia do dia 13/02/2026

A Universidade do Estado do Amazonas (UEA), por meio do programa Mais Acesso, em parceria com o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), deu início, na quinta-feira (12/2), à primeira ação do projeto CheckAcesso. A iniciativa consiste em um checklist, cujo objetivo é analisar e mapear a acessibilidade em grandes eventos, garantindo mudanças necessárias para promover maior presença de pessoas com deficiência em eventos de grande porte.

 

As atividades do projeto ocorrem durante o Carnaval, no Sambódromo de Manaus, e vão até o dia 14 de fevereiro. Segundo a coordenadora do programa, Prof.ª Dra. Marklea da Cunha Ferst, o projeto CheckAcesso será realizado durante todo o ano de 2026 e pretende reforçar o apoio da UEA durante o processo de prática do checklist.

 

“Esta parceria do Programa Mais Acesso com a UEA tem forte relevância social na efetivação dos direitos da pessoa com deficiência, além de proporcionar um real aprendizado aos nossos alunos, que atuarão no levantamento de informações de acessibilidade nos grandes eventos. Consolidados os dados, serão repassados ao MPAM, que fará as devidas tratativas”, enfatizou a pesquisadora.

 

 

Karen Reis, finalista do curso de Turismo, é a principal responsável pela condução do projeto. A aluna ressaltou a necessidade de estudar os locais de realização de cada evento para que, dessa forma, o projeto seja expandido para além de realizações públicas, abarcando também iniciativas elaboradas no âmbito privado.

 

“Neste checklist temos desde as obrigações legais, que chamamos de ‘quesito 1’ que devem estar dispostas nos eventos, e o ‘quesito 2’ que são as boas práticas, que seria o ‘a mais’ sobre acessibilidade. No primeiro dia fizemos o reconhecimento do local (acessibilidade arquitetônica), onde pudemos observar como estão distribuídos os espaços para pessoas com deficiência e como se dará o acesso dentro do Sambódromo, desde a circulação, até as instalações sanitárias e sinalização. O checklist foi preenchido com sucesso em cada item, e toda a análise vai gerar resultados que serão entregues para o Ministério Público para que, em seguida, eles façam a parte da cobrança”, salientou Karen.