Vereadores enfrentam prazo final para renunciar e entrar na disputa do Garantido

O Garantido, mais uma vez, deixa de ser apenas um boi. Vira palco de poder, influência e disputa real.

Vereadores enfrentam prazo final para renunciar e entrar na disputa do Garantido Fotos: Reprodução Notícia do dia 27/03/2026

Da Redação - No Garantido, o jogo já começou e nem todos vão ter coragem de jogar.

 

Parintins não vive apenas mais um prazo. Vive um corte político.

 

O chamado “Dia D” da desincompatibilização no Boi Garantido escancara algo que, nos bastidores, todo mundo já sabia: disputar o comando da maior potência cultural da ilha exige mais do que vontade — exige risco.

 

E risco alto.

 

Até a meia-noite desta sexta-feira (27), vereadores e ocupantes de cargos públicos precisam decidir se ficam onde estão — protegidos pelo mandato — ou se atravessam a linha que separa a segurança da incerteza.

 

Não existe meio-termo.

E, principalmente, não existe volta.

 

Mandato ou poder: a escolha que separa discurso de decisão

 

Nos corredores da política local, muitos falam em candidatura. Poucos, de fato, estão dispostos a pagar o preço.

 

O vereador Flávio Farias, nome tradicional nas disputas do Garantido, chega mais uma vez ao momento decisivo. Não é a primeira tentativa — mas pode ser a mais difícil.

 

Porque agora não basta articulação.

É preciso abrir mão do cargo.

 

Adson Príncipe também ronda o cenário. Fábio Cardoso, com a experiência de quem já comandou o boi, observa o tabuleiro.

 

Mas a pergunta segue martelando nos bastidores:

quem, de fato, vai ter coragem de sair da cadeira?

 

Porque entre o discurso e a decisão existe um abismo — e ele se mede em mandato perdido.

 

Fred joga antes e define o rumo

 

Se há dúvida de um lado, do outro há estratégia.

 

O presidente Fred Góes não esperou o prazo apertar. Já colocou sua peça no tabuleiro: o artista Marialvo Brandão, atual vice-presidente, é o nome da continuidade.

 

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Não é apenas uma indicação.

É um movimento de força.

 

Ao antecipar seu candidato, Fred organiza seu grupo, dá direção ao processo e obriga adversários a correrem contra o tempo — e contra o peso de uma máquina já alinhada.

 

Nos bastidores, o recado foi entendido:

quem quiser enfrentar, vai ter que vir com estrutura — e decisão.

 

Quem entrou no jogo, entrou de verdade

 

Enquanto muitos ainda calculam perdas, Ronaldo Macedo já fez a escolha que poucos têm coragem de fazer: deixou o cargo.

 

Saiu antes do prazo.

Sem margem para recuo.

Sem discurso pela metade.

 

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Em um cenário de incerteza, esse tipo de movimento fala alto. Mostra quem está disposto a jogar — e quem ainda está apenas ensaiando.

 

A Justiça pode virar a mesa — mas não resolve o medo

 

Existe, sim, uma carta na manga: a ação judicial que questiona as mudanças no estatuto.

 

Se cair, muda tudo.

Abre o jogo.

Devolve fôlego a quem hoje está encurralado.

 

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Mas há um detalhe que nem decisão judicial resolve:

o medo de perder.

 

Porque, no fim, não é só sobre regra.

É sobre coragem.

 

No Garantido, não existe candidatura sem risco

 

A eleição de setembro ainda parece distante no calendário. Mas, politicamente, ela começa agora.

 

E começa separando quem fala de quem faz.

 

O Garantido, mais uma vez, deixa de ser apenas um boi. Vira palco de poder, influência e disputa real.

 

E a lógica segue simples — e dura:

quem não arrisca, assiste.

Quem arrisca, pode cair.

Mas só quem entra no jogo tem chance de vencer.

 

Texto: Hudson Lima - (92) 991542015