Wilson Lima e Roberto Cidade são do União Brasil
Notícia do dia 05/04/2026
Em uma movimentação de alto impacto político e cercada de surpresa, o governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), e o vice-governador Tadeu de Souza (PP) renunciaram aos cargos a poucos minutos do fim do prazo de desincompatibilização eleitoral, no dia 4 de abril de 2026.
Com a decisão, o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Roberto Cidade (União Brasil), passa a assumir, de forma imediata, o comando do Governo do Estado.
A dupla renúncia muda de forma brusca o cenário político amazonense e inaugura uma nova fase da disputa eleitoral de 2026, com reflexos diretos sobre a corrida ao Palácio do Governo e ao Senado.
As cartas de renúncia de Wilson Lima e Tadeu de Souza foram entregues por volta das 23h, em documentos escritos à mão e encaminhados ao presidente da Assembleia Legislativa. O gesto, feito praticamente no limite do prazo legal, provocou forte repercussão nos bastidores da política estadual.

Cartas já foram publicadas
As renúncias já constam no Diário Oficial da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, formalizando a transição de comando no Executivo estadual.
Em sua carta, Wilson Lima agradeceu à população e ao Parlamento estadual pela relação institucional mantida ao longo do mandato.
“Manifesto minha profunda gratidão ao povo do Amazonas e o meu reconhecimento à parceria institucional desta Assembleia Legislativa durante o período em que estive à frente do Poder Executivo Estadual”, escreveu.
Apesar da formalização do ato, Wilson Lima ainda não se pronunciou publicamente até o momento. Nos bastidores, a leitura é de que a saída consolida seu projeto de disputar uma vaga ao Senado Federal nas eleições deste ano.
Já Tadeu de Souza foi o primeiro a se manifestar. O agora ex-vice-governador utilizou suas redes sociais para oficializar a renúncia e comunicar a decisão ao eleitorado. A expectativa no meio político é de que ele também entre na disputa eleitoral, com possibilidade real de candidatura à Câmara Federal.
Cidade assume e entra no centro do jogo
Com a vacância simultânea dos cargos de governador e vice, a linha sucessória leva Roberto Cidade ao posto máximo do Executivo estadual. Segundo sua assessoria, a posse ocorre de maneira imediata.
A ascensão de Cidade ao Governo não produz apenas efeito administrativo. Ela também tem impacto direto no xadrez eleitoral. Na prática, ele passa a ocupar posição privilegiada dentro da federação União Progressista e pode se consolidar como um dos nomes competitivos na disputa pelo Governo do Amazonas, inclusive com a possibilidade de buscar a reeleição.
Disputa pelo governo ganha novo desenho
A mudança ocorre em um momento em que o cenário sucessório já vinha sendo ocupado por nomes de peso. Antes mesmo da renúncia de Wilson Lima, a corrida ao Governo do Amazonas já contava com pré-candidaturas e movimentações de Omar Aziz (PSD), Maria do Carmo Seffair (PL) e David Almeida (Avante).
Com Roberto Cidade no comando do Executivo, o ambiente político muda completamente. A entrada dele no centro da cena pode alterar alianças, redesenhar estratégias partidárias e reorganizar palanques em uma disputa que já se desenhava acirrada.
A nova configuração também pressiona os demais postulantes a recalcular seus movimentos, especialmente diante do peso institucional que o cargo de governador naturalmente oferece em ano eleitoral.
Reviravolta no tabuleiro
A saída conjunta de Wilson e Tadeu, em cima do prazo, é vista como uma das maiores reviravoltas recentes da política amazonense. Mais do que uma formalidade eleitoral, a decisão tem peso simbólico e estratégico: desmonta o desenho que estava posto até então e cria uma nova centralidade política em torno de Roberto Cidade.
Com isso, o Amazonas amanhece sob novo comando — e com uma eleição ainda mais imprevisível.